terça-feira, 26 de abril de 2011
Novo Código Florestal
Texto não teria base científica e colocaria em risco as matas ciliares
Catarina Alencastro, O Globo
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e outras entidades divulgaram ontem um estudo em que afirmam não haver sustentação científica para a proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) de reforma do Código Florestal.
O texto de Aldo, que deve ser votado pela Câmara nos dias 3 e 4, prevê a redução da mata ciliar (que protegem os rios) dos atuais 30 metros a partir da margem para 15 metros, no caso de rios com menos de 5 metros de largura. Os cientistas argumentam que esta mudança poderá trazer “um impacto enorme” sobre as espécies de plantas e animais.
— Se for votado agora, não será bom para o Brasil. E os cientistas não estão calados — afirma Helena Nader, presidente da SBPC.
— Fomos fazer os cálculos e vimos que não se justifica a diminuição dessa proteção (rios). $ão áreas frágeis. A proposta (de Aldo) não tem fundamento científico — disse Antonio Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A poucos dias da votação, os cientistas pedem o adiamento e sugerem um extenso diálogo. Nobre estima serem necessários dois anos para que o tema seja objeto de acordo. Até lá, sugere, o governo deve prorrogar mais $vez a aplicação do decreto que pune quem está em desobediência ao Código Florestal.
Entre os ruralistas, no entanto, a proposta causa repulsa.
— Não temos condições de adiar mais esta votação. O atual código é uma espada na cabeça do produtor — disse a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Fim de férias
Começamos o ano letivo com novidade geograficas no mundo...o Egito nos surpreendeu com seu surto de democracia, onde a globalizaçao como ela deve ser, articulada pela mídia, como predizia nosso mestre Milton Santos, venceu os dogmas da ditadura instalada por anos a fio.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Pós-graduaçao da UVA
Educação ambiental e desenvolvimento sustentável
Desenvolve o sentido de solidariedade e cidadania, com respeito à diversidade social e educacional; fornece suporte teórico para funções técnicas docentes e execução de análises ambientais; informa e discute a legislação brasileira e os acordos e propostas internacionais. Analisa ecossistemas particulares, inclusive do RN, e as iniciativas de desenvolvimento sustentável.MENSALIDADE: R$ 174,00 (Interior do RN, com exceção da Grande Natal)
R$ 194,00 (Natal, Parnamirim, São Gonçalo e Macaíba)
AULAS: Natal: Sábados.
Interior do RN: Sábados.
PERÍODO: 18 meses presenciais e 3 meses para o Trabalho Final.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Dica de leitura
Como ensinar geografia para alunos cercados de estímulos virtuais que subvertem as relações professor/aluno? Nove dos mais destacados geógrafos brasileiros aceitam o desafio e discutem como ensinar a geografia na sala de aula, abordando temas tão variados como cartografia, cidadania, cinema, televisão, metrópole, educação e compromissos sociais. Obra que vale por um curso de capacitação. |
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Cinema, Geografia e Sala de aula

1984, de Orwell (1984; 1984, Inglaterra, direção: Michael Radford) – A respeito do totalitarismo. Em um país totalitário, no qual o Estado controla todos os gestos das pessoas, um simples funcionário se apaixona, tenta enfrentar a repressão mas é esmagado pelo sistema.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Desafios e perspectivas do ensino de geografia no Brasil
Dias 16 e 17 de Dezembro no CDF ( cidade)
Professora Ms. Rachel Ribeiro Resende dos Santos Melo
valor R$15,00
carga horária 40h/a
aguardo vcs lá!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Educaçao ambiental
Amazônia , o teu verde
Guarda em teu seio riquezas mil
Que despertam a cobiça de gente gananciosa...mercenária...vil!
Seus algozes te ferem a alma ... tiram de ti todo o bem que podem arrancar...
Madeireiros ... fazendeiros e até estrangeiros sonhando de ti se apoderar!
Assassinam os povos nativos ou os expulsam do lugar.
Derrubam matas, poluem rios... ferem de morte ao coração do Brasil.
Falando em estrangeiros , cuidado com eles temos que tomar
Pois são lobos em pele de cordeiro
Para a gente brasileira não desconfiar...
Travestem-se de defensores da natureza
Mas o que querem mesmo é à nossa fauna e à nossa flora roubar!
Intrusos disfarçados de catalogadores de borboletas
Como se brasileiro fosse povo demente
E tarefa singela como essa não conseguisse desempenhar!
Se não ficarmos atentos
De nossa Amazônia vão se apoderar
Como já o fazem em alguns lugares da nossa mata
Onde brasileiro sem autorização estrangeira não pode entrar.
Acorda , Brasil!
Querem com o nosso verde acabar!!
O cinza da devastação às nossas matas substituirá !
Da onça pintada , macaco prego, cupuaçu, camu camu nunca mais se ouvirá falar...
Com o vermelho do sangue dos nossos patrícios mãos assassinas irão se pintar!
Aos nossos netos,toda essa tragédia, como vamos explicar?
Mas a Amazônia ainda é nossa ...dá tempo salvar!
Do mapa do Brasil não podemos vê-la se apagar!
E como o fez Chico Mendes
Em defesa da Amazônia brasileira, vamos lutar!
Inezinha Resende (Minha tia heim gente!)
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Ensinando a ler mapas e paisagens
A cartografia deve estar sempre presente nos planos de aula porque é uma ferramenta útil para o aluno compreender a realidade.
A Geografia é importante porque insere os alunos no espaço em que vivem, provocando a interação com o meio ensina a ler paisagens para conhecer parte das realidades física, social, econômica e humana de um local
ajuda a conhecer as mudanças provocadas pelo homem no meio ambiente e permite compreender o processo de globalização e as conseqüências para as relações sociais, políticas e humanas
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Aquifero Alter do Chao
É uma formação geológica na região conhecida como “Caribe brasileiro”, no Pará, que está sendo chamada, provisoriamente, de Aquífero Alter do Chão, mesmo nome de uma das prainhas de água doce da região.
“O aquifero de Alter do Chão pode ser bem menor em termos de área, porém, possui uma espessura maior e uma capacidade de produção de água ainda mais intensa”, disse o geólogo Milton Matta.
ALTER DO CHÃO
Está numa área de 437.500 km2 e tem espessura estimada de 545 metros. Sua qualidade de água é melhor e, segundo pesquisadores, pode produzir uma capacidade de água quase duas vezes maior que a do aquífero Guarani.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Acari
Outros pontos turísticos, como as serras do Pai Pedro e da Lagoa Seca, também fazem parte do roteiro, assim como as formações rochosas naturais que brincam com a imaginação do visitante, como as pedras da Santa, do Avião e do Sapateiro. No Poço do Arthur, são encontradas inscrições rupestres datadas de dez mil anos. Cercada de montanhas e rochedos, Acari é uma das cidades mais antigas do Seridó. Em 1835, desmembrou-se de Caicó e passou a município. Tem 11.182 habitantes. Antiga aldeia dos índios cariris, seu nome tem origem em um tipo de peixe com escamas ásperas e deliciosa carne branca, comum no rio Acauã, que banha parte da região.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Metropolização e Problemas Sociais Urbanos
A intensa urbanização que vem ocorrendo no Brasil, especialmente a partir de 1950, tem sido acompanhada por um processo de metropolização, isto é, concentração demográfica nas principais áreas metropolitanas do país. Isso significa que as grandes cidades, as metrópoles, crescem a um ritmo superior ao das pequenas e médias cidades. Assim, quando somamos a população das nove principais cidades do país - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Curitiba e Belém. Juntamente com as cidades que pertencem às suas respectivas áreas metropolitanas, verificamos que, em 1950, elas reuniam por volta d e18% da população nacional em 1970, esse número subiu para 25% e, em 1995, para cerca de 31% da população total do Brasil.
Com o crescimento acelerado dessas grandes cidades e com os processo de conurbação que nelas frequentemente ocorrem, certos problemas urbanos - como os transportes, água, esgotos, uso do solo, etc. - não devem ser tratados isoladamente em cada cidade vizinha, mas em conjunto. Daí surgiu a definição de áreas ou regiões metropolitanas: "um conjunto de municípios contíguos e integrados socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infra-estrutura comuns." Elas foram estudadas pelo IBGE e definidas por duas leis, em 1974 e em 1975, e existem no Brasil em número de nove.
Assim cada uma dessas nove áreas metropolitanas possui um planejamento integrado de seu desenvolvimento urbano, que é elaborado por um conselho deliberativo, nomeado pelo governo de cada Estado, auxiliado por um conselho consultivo, formado por representantes de cada município integrante da região metropolitana. Procura-se desse modo, tratar de forma global certos problemas que afetam o conjunto da área metropolitana e que anteriormente ficavam a cargo apenas das prefeituras de cada município.
A Rede Urbana
A urbanização brasileira, só começou a ocorrer no momento em que a indústria tornou-se o setor mais importante da economia nacional. Assim, representa um dos aspectos da passagem de uma economia agrário-exportadora para uma economia urbano-industrial, fato que só ocorreu no século XX e intensificou-se a partir de 1950.
Essa transformação do Brasil, que deixou de ser um país agrário e rural para tornar-se um país urbano industrial, embora ainda subdesenvolvido, apresenta também inúmeros outros aspectos. Por exemplo: as camadas sociais dos fazendeiros e grande comerciantes exportadores deixaram de ser dominantes politicamente, isto é, perderam sua influência sobre o governo em favor das industrias, banqueiros e diretores de grandes estatais.
Cessou também o predomínio do campo sobre a cidade, no sentido de que os principais interesses econômicos e a maior força de trabalho do país estão localizados no meio urbano, de cuja atividade industrial e bancária o meio rural tornou-se subordinado.
Essa subordinação do campo em relação à cidade manifesta-se de várias maneiras:
I. O campo é um fornecedor de mão-de-obra e gêneros alimentícios para o meio urbano; agora não mais se comercializam apenas os excedentes nas cidades, como ocorria no período colonial, mas produz-se essencialmente para o comércio urbano;
II. O setor agrário de exportação continua a ser importante para a economia nacional, mas agora sua renda é utilizada principalmente para pagar as importações de maquinaria ou petróleo para o setor industrial (e a dívida externa do país, que em grande parte foi gerada por esse setor), e não mais para se importar bens manufaturados de consumo, que já são fabricados internamente;
III. A importância cada vez maior que assumem certos insumos procedentes do meio urbano, como fertilizantes e adubos - além de crédito bancário e máquinas agrícolas -, também caracteriza a sujeição do campo a cidade.
Enfim, o meio rural não mais produz com vista ao mercado externo, independentes das cidades, como era regra geral no período colonial, mas em função do meio urbano.
Além de passar a comandar o meio rural que lhe é vizinho (ou às vezes até aqueles bem distantes, como é o caso das metrópoles), as cidades também estabelecem entre si uma rede hierarquizada, isto é, um sistema de relação econômicas e sociais em que umas se subordinam a outras. Em outras palavras, a modernização do país, resultado do crescimento da economia urbano-industrial, produziu uma divisão territorial do trabalho que subroniana campo à cidade, bem como as cidades menos às maiores estabeleceu-se, portanto, um sistema integrado de cidades, em que há um hierarquia: as cidades pequenas (em grande número) dependem das médias (em número menor); estas, por sua vez, subordinam-se às grande cidades ou metrópoles (poucas).
No cume desse sistema hierarquizado de cidades, situam-se as duas únicas metrópoles nacionais: São Paulo e Rio de Janeiro. Elas exercem uma polarização sobre todo o território brasileiro, praticamente comandando a vida econômica e social da Não com suas indústrias, universidades, bancos, bolsas de valores, imprensa, grande estabelecimentos comercia, etc. E, como elas se localizam relativamente próximas (em relações as definições do território brasileiro), existindo em torna da via Dutra uma área intensamente urbanizada, onde estão cidades como São José dos Campos, Taubaté, Lorena, Volta Redonda e outras, convencionou-se nos últimos anos que ali se formou uma megalópole. De fato, essa área superubanizada que vai de São Paulo até o Rio de Janeiro e que abrange cerca de 46.000 km2 (cerca de 0.5% do território nacional) abriga cerca de de 22% da população total do país, mais de 50% dos automóveis e perto de 60% da produção industrial do Brasil.
Logo abaixo das metrópoles nacionais, mais acima de todas as outras cidades, surgem as sete metrópoles regionais - grande cidades que polarizam extensas regiões: Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém.
Nessa escala hierárquica da rede urbana brasileira aparecem em seguida as capitais regionais, cidade que polarizam uma parcela da região comandada pelas metrópoles regionais. Elas e são assim, subordinadas tanto às metrópoles nacionais quanto a uma metrópole regionais (dependendo de onde se localizam) e exercem influência sobre uma área extensa, com inúmeras cidades pequenas e médias, além das áreas rurais ao seu redor. Exemplos: Manaus (AM), polarizada pela metrópole regional da Amazônia Brasileira - Belém -, mas que, por sua vez, influencia uma vasta área (a porção ocidental da Amazônia); Londrina (PR) subordinada a Curitiba contudo exercendo uma ação polarizada sobre todo o norte do Paraná. Outros exemplos: Ribeirão Preto (SP), Cuiabá (MT) Florianópolis (SC), Caxias do Sul (RS), Goiânia (GO), Blumenau (SC), Campinas (SP), Campo Grande (MS), etc.
A seguir temos os centros regionais, cidades médias polarizadas pelas capitais regionais, que, por sua vez, polarizam uma grande quantidade de pequenas cidades. As cidades médias existem em número bem maio do que aquelas a que estão subordinadas (as capitais regionais), constituindo várias centenas em todo o território nacional Alguns exemplos: Jales (SP), Vacaria (RS), Andradina (SP), Anápolis (GO), São João da Barra (RJ), Formiga (MG), Rolândia (PR), entre outras.
Essa rede urbana brasileira, com uma hierarquia que vai das metrópoles nacionais (apenas duas), até as cidades locais (milhares), é um sistema integrado de cidades que está se formando e não configura ainda uma realidade completa. Isso porque o território brasileiro é imenso e algumas extensas áreas, como a Amazônia, ainda são pouco povoadas. Além do mais, as desigualdades regionais de desenvolvimento são muito acentuadas no país, com uma notável concentração das riquezas no Centro-Sul, especialmente em São Paulo. Esses fatos fazem com que a rede urbana não seja totalmente articulada em toda a extensão do território nacional; em algumas áreas, como em São Paulo, esse sistema integrado de cidades existe de forma quase perfeita, mas em outras áreas como na Amazônia, por exemplo, a densidade urbana (quantidade de cidades em relação ao espaço( é pequena e as comunicações entre as cidades, muito precárias.
O sistema urbano articulado é fruto da divisão territorial do trabalho entre o campo e a cidade e entre cidades com recursos (população, equipamentos urbanos) diferente. Esse sistema urbano só se completará quando a indústria se tornar o setor dominante em todo o território, desde que este seja totalmente ocupado e se torne economicamente produtivo. Assim, só existe de forma completa nas áreas de maior desenvolvimento industrial; nas áreas de baixa industrialização, ou naquelas ainda pouco ocupadas, a rede urbana é pobre e desarticulada.
É importante, para entender essa rede urbana, lembrar que os critérios para classificar uma cidade não são rígidos, mas dependem da região em que ela se localiza. Assim, nas áreas de maior industrialização e maior densidade urbana - sobretudo com cidades bem mais equipadas -, o nível de exigências para se considerar um centro urbano como metrópole é bem maior que nas áreas pouco povoadas. Por exemplo, Campinas é uma cidade bem mais industrializada do que Belém e possui equipamento urbano (aeroporto, movimento bancário, universidade, comércio, etc.) superior ao da capital paraense, no entanto, essa cidade paulistana não é uma metrópole regional, e isso se deve à sua localização, próxima de São Paulo. Da mesma forma, algumas cidades consideradas apenas centros regionais em São Paulo poderiam ser capitais regionais se estivessem localizadas na Amazônia. E, inversamente, algumas cidades locais da Amazônia (que são sedes de municípios enorme), se estivessem no Centro-Sul do país, seriam menos povoadas ou vilas.
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